David Anderson Lino (Developer's Blog)

1Set/1158

Não faltam profissionais qualificados em TI, mas empresas qualificadas!

Esta semana no Twitter, me inspirei para fazer meu primeiro post não técnico do blog.
A motivação veio deste twit: "Cadê a reportagem no Fantástico sobre profissionais que tem dificuldade de encontrar empresas qualificadas?".

Nos últimos meses, regularmente vejo reportagens com título similar a: "Faltam pessoas qualificadas no mercado de TI". Se você procurar por esta frase numa engine de busca qualquer, com certeza irá encontrar várias reportagens. Tem reportagem da Veja, da Info, da Exame. Enfim, inúmeras reportagens tratando do assunto, mas aí pergunto:

Realmente falta qualificação nos profissionais? Depende do ponto de vista... As empresas de TI estão hoje pedindo cada vez mais, e oferecendo cada vez menos, como este caso aqui. Não é difícil encontrar ofertas como essa (na verdade a maioria das ofertas se assemelha a esta), onde exigem muito conhecimento e experiência, e oferecem muito pouco.

Além do que, várias dessas 'exigências' são inviáveis. Tem como o cara ser especialista em Web, Mobile e Desktop ao mesmo tempo? Eu duvido muito. Saber os princípios, OK. Mas daí a ser experiente são mais quinhentos. Sendo assim, não existe realmente profissional "qualificado".

A questão é, muitas empresas sequer sabem o que querem, então tentam encontrar um super-herói que vá atender todas as necessidades deles, já recusei propostas assim. Ainda mais, muitos consideram que desenvolver um sistema é um trabalho fácil e simples, e dá para se fazer em pouquíssimo tempo, e assim subestimam seus próprios projetos e contratam menor quantidade de pessoas, e muitas vezes de qualidade contestável, dado o que andam ofertando.

Resultado? Projetos atrasados, inacabados e cancelados. O Standish Group está aí para provar isto.  Rola por aí uma comparação de "E se contratássem motoristas como se contratam programadores?". Infelizmente esta é a realidade hoje.

Para piorar a situação, muitos destes veículos de comunicação mentem com relação a expectativa salarial, completamente distante da realidade. Eu adoraria saber quais foram as fontes para reportagens como esta, que dizem que o salário médio de alguém que trabalha com suporte técnico varia de 1300 a  17 mil!!! Se alguém conhecer alguém de suporte ganhando mais de 5 mil me avisem que quero conversar com ele...

Além de outras reportagens com dados obtidos de forma errônea, como a reportagem no Olhar digital, onde falam que pagam, para desenvolvedores mobile, de 180 a 220 reais POR HORA! Fazendo as contas, o salário de um desenvolvedor desses seria de R$28.800 a R$ 35.200, No mesmo parágrafo dizem que os projetos variam de 20 a 30 mil. Ou isso tá muito errado, ou não sei mais matemática...

Pesquisando em sites como a CathoEmpregaTI, e nos perfis do twitter destinados a vagas de TI, a média salarial está bem abaixo dos 3 mil reais, e muitos exigem fluência em outro idioma, graduação e 2 anos+ de experiência...

Mas vamos supor que, por sorte, você consiga encontrar uma empresa que lhe oferece um salário de acordo com suas expectativas, bem acima da média do mercado. Ela é interessante?

Muitas das empresas que vejo atrás de profissionais, não deixa claro ao mundo externo como é sua cultura, ou pior, "criam" uma boa imagem externa, mas quando você entra, a coisa é outra.

Percebo que falta muito cuidado com a qualidade nas empresas(e também em muitos desenvolvedores) hoje... Ouço falar de pouquíssimas empresas que têm algum cuidado com isto.

Boas práticas? Muitas empresas sequer sabem o que é TDD, estímulo a se preocupar com isso então? Nem pensar. mas como alguém disse (Se alguém souber o autor me avise): "Se você não consegue testar seu próprio código, não deveria se chamar desenvolvedor profissional"

Processo de desenvolvimento? Não existe algum, as vezes existem apenas no papel, na prática é o XGH "by the book".

Agile? Nem pensar. Pior! Muitas ainda vendem a imagem de que "usam" o Scrum, ou tem processos "baseados" no mesmo, mas apenas para aproveitar a onda e ganhar um pouco de destaque, mas quando vai ver, o scrum passou longe e deixou apenas um quadro de ToDo/Doing/Done, e acreditam estar usando Scrum...(Isso rende assunto pra outros posts...).

Integração contínua? Eu, não consigo contar 10 pessoas que conheço no Brasil onde sua empresa *realmente* utiliza integração contínua.

Fora isso, existe o grande problema cultural na empresa, muitas vezes avessa as mudanças, preferindo continuar seguindo seu processo (ou, quase sempre, ausência do mesmo  / XGH) à investir em idéias novas (Se bem que processos como o XP já tem quase 15 anos de estrada) . Não estou defendendo que agilidade e as práticas citadas vão resolver todos os problemas, mas, no meu ponto de vista, seus princípios são os mais promissores atualmente.

E a qualidade de vida? Não é difícil encontrar anúncios onde um dos requisitos seja "Gostar de trabalhar sob pressão". Quem gosta disso? Nunca conheci...

Mas de onde vem essa pressão? De acordo com o que vejo, recentemente iniciou-se esta demanda imensa por profissionais, e nessa época também iniciou-se a 'prostituição' da área, como é costume chamar. O que aconteceu? As empresas começaram a iniciar vários projetos novos, começaram a contratar gente ruim pagando pouco e iniciaram seus projetos. Estes projetos estão começando a encostar na data final e não vai ser entregue, por motivos óbvios. Mais cedo ou mais tarde vão contratar pessoas realmente 'profissionais' para resolver os problemas que fizeram nos sistemas, e estes não vao cobrar barato. É a velha história do barato que sai caro.

Então as empresas terão 2 opções:

  1. Não conseguir contratar pessoas boas e/ou arcar com o prejuízo dos projetos e possivelmente falir (já presenciei situações como esta)
  2. Gastar muito dinheiro para remendar os erros gerados. E daí tem-se mais dois caminhos:
  • Investir em melhoria interna para conseguir atrair bons profissionais, e oferecer um salário justo.
  • Continuar errando e voltar para o ponto 1 até quebrar.
Ou seja, a culpa em grande parte, são das próprias empresas, que não se melhoram, e , como disse Einstein "A definição de Insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar um resultado diferente.". Muitas também não oferecem condições justas de trabalho, e pior: Obrigam as pessoas a fazerem um trabalho lixo, por consequência dos deslizes dela no passado.Quem aqui gosta de fazer um trabalho ruim? Quem gosta de produzir algo do qual você não se orgulha? Eu definitivamente não.
Entrar em empresas para "apagar incêndios", ou participar de "forças-tarefa" não é para qualquer um, e não é nem um pouco fácil. Quero ver quem é o cara que consegue ser feliz trabalhando para otimizar um sistema, onde existem (várias) classes com 50+ campos, 70+ métodos, e 6k+ linhas! Eu já passei por isso, e não foi uma vez. True story!

Enfim, após este desabafo, não se pode mostrar apenas os problemas e não sugerir nada certo?
Aí fica a pergunta: O que podemos fazer?

  1. Trabalhar como freelancer, aproveitando o que você tem de melhor, por tempo indeterminado, ou até encontrar uma empresa interessante.
  2. Iniciar o processo de mudança onde trabalhamos.

Eu prefiro a opção 2, e venho fazendo isto por onde passo. Se você quer ser um bom profissional, aja com tal, e sirva de exemplo para seus colegas. Quando verem que o que você está fazendo dá certo, irão fazer também.

Ensine aos outros o caminho, acho difícil que as empresas lhe impeçam de fazer coisas como ministrar palestras, ou até mesmo lightning talks. Outra forma interessante de disseminar esta cultura é através de eventos como os Coding Dojos.

Não vou dizer que é fácil, pois não é. Mudanças bottom-up são bem complicadas, difíceis e lentas, mas é possível. Se não for, ou não ver resultados, não perca seu tempo e vá para outro lugar!

O que não acho justo fazer é sair sem sequer tentar. A idéia é ser como o beija-flor tentando apagar o incêndio.

 

Faça sua parte

 

Comentários (58) Trackbacks (1)
  1. Comecou bem o artigo e desandou…. horrivel leitura e entendimento.

    • Só reclamar não adianta muito. Alguma sugestão? Onde/como posso melhorar?

    • If you don’t like our sense of humour, please tell us… so we can LAUGH at you.

      Pedro, só dando uma boa “bender-like” risada da tua cara, enquanto solto uma baforada de charuto nessa sua cara.
      És um comédia!
      Vai estudar e se aprimorar.

  2. É verdade, eu também nunca vi essa realidade que mostram nos jornais. Infelizmente desenvolvimento de software ainda é um trabalho artesanal. Eu tive esse problema quando tentei contratar uma artesão para fazer 50 unidades de um mesmo colar num formato de peixe, ele nunca fez como eu queria, nunca fazia igual e nunca entregava no prazo… ele não tinha processos, era só um trabalho artesanal. :)

  3. Achei muito bom o texto, consigo ver diversas empresas nesse perfil, acho que a melhor expressão foi dita no final “Se não for, ou não ver resultados, não perca seu tempo e vá para outro lugar!”.

  4. o kra tah oferecendo R$1200 na CLT pra um kra com conhecimento básico de asp.net e você ainda cita como um exemplo ruim… vo t falar, eu não pagaria nem R$1000 num kra q soh soubesse aquilo q a vaga tah pedindo, isso daí é básico

    • 1200 Para alguém com curso superior? E ainda exige exp. prévia com c#, e o cara vai “dar manutenção em projetos já existentes em ASP e banco de dados SQL Server 2005.” = “Consertar código ruim, sem testes e feito por gente ruim”. Com certeza o trabalho dele vai ser só isso.

      Não acho que R$1200,00 para quem passou 4+ anos numa graduação, e algum tempo já trabalhando com a tecnologia (por pior q o profissional possa ser).

      E para fazer este tipo de trabalho então…

      • achar é uma coisa… merecer é outra totalmente diferente, conheço médico pagando pra fazer residência e gente formada em arquitetura e engenharia q tá feliz recebendo menos que isso pra trabalhar depois de formado, o mercado de informática não é esse céu como todo mundo acha q é, c o kra merece ele recebe

        • Aí entra aquela questão da ‘prostituição do mercado’ e lei da oferta e da procura. Se eles conseguirem achar alguém que aceite esse salário, com certeza o cara não é bom. A questão é, tem muita gente boa, pulando de empresa pra empresa por que nenhuma dela está no seu nível de qualidade (e não estou falando apenas do aspecto financeiro).

        • Por que tem gente que gosta de nivelar por baixo? Se contentar com pouco, pois tem gente que não tem nada.

          É exatamente por isso que existem estas ofertas de vagas, porque sempre tem alguém que acha a proposta satisfatória.

          E shingoy yabuki, uma sugestão pessoal, não escreva em fóruns ou em comentários como se estivesse no messenger conversando com seu brother. O que você escreve fica perpetuado e pode ser lido por incontáveis pessoas.

        • Se depois de 4 anos estudando , com diploma na mão você se contenta em receber 1.200 reais parabéns para você ! Porque acho isso um insulto ! Melhor não fazer graduação !!! Para de ser hipócrita !

        • shingoy yabuki, você me desculpe, mas medico pagando pra fazer residência? Outro dia vi uma reportagem na TV de médicos que não queriam atender mais pelos planos de saúde pois ganhavam “só” entre 15 e 25 reais por consulta. Eles preferem atender por conta própria que cobram de 150 a 250 por consulta. Aí você faz uma conta rápida: se o médico atender 5 pacientes por hora a 20 reais = 100 reais (isso se ele demorar 10 minutos pra atender, que dependendo do médico não demora nem 5 minutos). Se ele trabalhar 8 horas por dia ganha 800 reais em um dia trabalhado. Se trabalhar 22 dias/mes = 17.600 reais. Isso nivelando bem por baixo. Um bom profissional da área de TI não estuda menos que um médico… e dependendo do médico ele estuda até mais, pois, na nossa área, ou fica sempre se atualizando ou fica pra trás (ou trabalha com COBOL…rs). O que estou querendo dizer é que não vale comparativos com outra área/profissão. Vc fazer uma faculdade e se tornar especialista em uma tecnologia (ou pelo menos dominar esta tecnologia) não merece um salário de 1.200,00. Para você achar isto correto, no mínimo não é o salário que você recebe. E se você acha que o que pede na vaga é o mínimo é porque você não conhece muito da área. Não conheço nenhuma faculdade que faça o aluno sair dela especialista em algo. Ou o aluno estuda sozinho, ou paga cursos (Ou tem a sorte de a empresa pagar) ou os dois. E isso requer tempo e dinheiro. Com salário de estagiário você com certeza nao consegue isso…

    • Shingo, R$1.200 é salário de estagiário ponto final. Eu acho uma ofensa oferecer um valor desses para um cara que sentou 4 anos em uma cadeira de faculdade se preparando para a vida profissional e se formou. Muito menos ainda, para um cara que tem alguma experiência com ASP.NET. E conhecimento básico porra nenhuma, a vaga pede conhecimentos em diversas áreas.

    • Gente!!! R$ 1000,00 ganha uma empregada doméstica!!! que nunca estudou na vida! Quem se contentar com isso, vem aqui que eu te contrato!! Pelo menos vou contratar alguém com 4 anos de estudo!! no mínimo! que saiba falar! escrever e ainda atender o telefone! maravilha!!!
      David, faltou vc falar dos Analistas de Negócios!! que as empresas nem sabem o que são e querem que você faça a Análise do Sistema, a Especificação o Desenvolvimento e depois os testes, claro!! Ahhh, além de dar o prazo e ser saco de pancada, porque se vc faz tudo isso, pode ser o GP também!!

  5. desenvolver de TI tá com o rei na barriga, kra acha soh pq estudou 4 anos merece receber salários altos, esquece que nas outras áreas o buraco é mais embaixo, e ainda acha que só o que viu na faculdade vai garantir ele conhecimento o suficiente pra justificar o salário q ele tah pedindo, eu não sou dono de empresa, mas todo dia me deparo com gente lastimável fazedo entrevista na empresa q eu trabalho pedindo o meu salário, sem saber fazer nada

    • Como é? Você sabe quanto é um salário mínimo? Você sabe quanto um pedreiro ganha hoje em dia? Porque é o que os programadores são hoje em dia, pedreiros do século 21, se você acha que 1200 é um bom salário para uma profissional que tem ensino superior, sabe mais de um idioma e tenha experiência, você não sabe nem o que está falando, no mínimo é um menino querendo aparecer. Deixa de falar besteira cara, aprende pelo menos a interpretar texto. Aaa, Pedreiro, nesse canteiro de obras que é o brasil hoje em dia, ganha mais que 1200 e é só trabalho braçal, no outro dia de manhã a cabeça tá nova. shingo yabuki( nome de personagem de mangá?) se restringe a falar merda em tua casa.
      Agora, voltando ao que interessa, parabéns David, muito bom o texto.

    • Shingling yakusa, que nome dificil hein? Vejo que vc esta tentando menosprezar o trabalho das pessoas de TI e o que eles fazem nao vale o que cobram. Vc esta muito equivocado. Hoje existem empresas de varios ramos de atividades onde TI nao é o foco. Mas tais empresas nao sobrevivem sem a area de TI. Sem TI, sejam ruin ou boa, elas quebram. Elas obtem lucros fabulosos gracas ao que a TI fazem por elas. Saiba que a maioria do desenvolvedores nao ficam restritos somente aos conhecimentos academicos. Alem do que aprendem na graducao ainda tem que estudar varias coisas por fora. E eu digo varias. Praticamente todos os dias tem algo para se atualizarem. Procure conhecer um pouco sobre a sopa de letras que circunda a informatica. Isso consome tempo, e consequentemente ha um custo. Se vc tem um custo alto em um investimento vc tem que ter retorno. O investimento é o aprendizado, o lucro é o salario. Sera que alguem vai comprar uma ação cara sabendo que ja vai vende-la mais barata? 1200,00 para a vaga citada é ridiculo!!! A nao ser que a pessoa esteja numa situacao onde realmente esteja precisando. Com certeza quem está contratando por 1200 está ganhando muito mais que isso. Vc citou que engenheiros estao ganhando menos que isso. Em que mundo vc vive? Estagiarios de engenharia civil estao ganhando facil 1500,00 sem terem experiencia alguma. Engenheiro ja formados na lista da folha salarial é de 5k p/ cima em CLT. Mestre de obras é na faixa de 3700,00. Todos esses profissionais dependem do trabalho dos desenvolvedores que é menosprezado. Eu gostaria de ver hoje como ficaria a competitividade das grandes empresas no mercado sem o apoio da TI. Vou citar apenas algumas das areas onde já atuei: Bancos, seguradoras, construtoras, industrias, telecom, callcenter e etc.

  6. Programador é commodity, e cada vez menos há a integração entre o que o mercado pede e o que a faculdade ensina. Veja os recentes relatórios da Brasscom. Quem é bom ganha bem e é valorizado. Nada mais que a velha lei da oferta e da procura.

    http://smeira.blog.terra.com.br/2010/08/03/software-bom-salrio/

    • Concordo com você, mas acho que me expressei mal e você perdeu o ponto principal. Minha intenção era mostrar que está difícil para os bons profissionais encontrar boas empresas. Pois a grande maioria está fazendo software como se constrói prédios, oferecendo péssimas condições de trabalho, seguindo ‘processos’ que atrapalham mais que ajudam, e além de tudo, pagam baixo. Eu aceitaria receber pouco, se o trabalho realmente valesse a pena, nos benefícios “não-tangíveis”.

  7. Assino em baixo. Estou na opção 2. Trabalho no interior de Minas Gerais, Ipatinga pra ser mais exato, onde tem não sequer uma empresa que faz desenvolvimento utilizando boas práticas por aqui, exceto a empresa onde trabalho por onde estamos passando por um processo de mudança enorme. Eu sai de uma agência onde eu trabalhava que nem um Animal e ganhava pouco pra ganhar menos na empresa atual, ganhar menos eu digo por que quando ameacei sair da Agência queriam dobrar meu salário. Scrum e testes já estão funcionando na minha empresa atual, eu estou muito feliz em ver isto funcionando lá, eu estou estimulando ao máximo o time, eles nunca tinham feito isso, ta sendo uma experiência e tanta para mim e para eles também. Essa semana eu tive de recusar um emprego com uma proposta que é mais que o dobro da minha remuneração atual na capital (BH), recusei com a mente limpa, agora você se pergunta, por que eu recusei? Lá eu ia trabalhar com software legado, é código ruim pra tudo quanto é canto, fiz minhas pesquisas antes de fazer a entrevista. Trocar meu time que está evoluindo incrivelmente no interior aqui de Minas pra trabalhar com código porco? Tem algumas empresas que merecem se fuder muito pra aprender…

    • Sei como é a situação.
      Sou de Campina Grande – PB e também não conheço uma empresa que usa intensamente boas práticas.
      Que bom que está conseguindo progressos aí, não é melhor se sentir parte da mudança do que ir pra um lugar onde tudo já está pronto? Infelizmente isso nem sempre é possível…
      Óitma escolha a sua!

  8. Excelente artigo. Apresenta muito bem uma triste realidade.
    Parabéns!

  9. Quanto maior a oferta de profissionais em determinada área menor o valores pagos pelos seus serviços. Os meios de comunicação só colaboram para que isso aconteça influenciando pessoas para uma determinada área durante algum período.

  10. Esse negócio de “se o cara for bom, irão pagar bem a ele” é balela…
    ok, isso funciona. Mas depois de quanto tempo? O cara só vai ganhar um salário razoavelmente bom depois de 2, 5 anos de serviço. Se o cara depois de formado quiser se casar e constituir família, não pode, pq o que ele ganha é suficiente apenas para um solteiro…
    Eu mesmo não aceito ganhar menos que 3 mil reais, e quem disse que consigo um salário maior que isso se não tiver “experiência”, por melhor que eu seja? Por causa disso que resolvi virar professor universitário, onde ganho bem, e não tenho que passar pelos aperreios de horas extras que o povo normalmente passa… E ainda tenho tempo para projetos próprios, onde ganho um por fora…

    e tipo, 1200 para alguém graduado? Isso é salário de técnico… É muita prostituição aceitar um salário desses…

    • Marco, tu acha muito levar 2,5 anos para ser reconhecido como bom profissional? Não esqueça que a ascenssão é tão rápida quanto a decadência.

      Tu pode receber R$ 5 000 do primeiro ao último dia de trabalho da tua vida ou começar ganhando R$ 500 e terminar ganhando R$ 15 000. Se eu tenho potencial e sei que posso chegar nos 15k, eu prefiro a segunda opção.

  11. Excelente artigo, que mostra cruamente a realidade em mais 90% das empresas de TI do país (infelizmente). Eu mesmo trabalho na ‘maior empresa de TI da américa latina’ (por isso não posso dar meu nome) e aqui é tão ruim como em qualquer outro lugar. A diferença é que, sendo do governo, não é necessário buscar o lucro, e o contribuinte arca com esse prejuízo todo. Faz sentido os salários aqui serem muito maiores que a média, e a rotina de trabalho comparada a funcionário público.

    Só pra ter idéia, uns caras lá tentaram fazer o tal do dojo, que você citou no artigo, e foram proibidos e pela chefia direta. UHAHUAHUAHUAHUAAHU. Sarro.

    • Sério? Não sei se eu me daria bem num emprego público assim. Acho que quero ter coisas mais interessantes que muito dinheiro no fim do mês. (Nada contra, mas não acho que se aplique a mim, vai ver em algum tempo eu mude de idéia :)

    • Sergio, só uma dúvida: por que você não sai dessa empresa se o trabalho é tão ruim e ela é tão mal gerenciada assim? Só por causa da “rotina de trabalho comparada a funcionário público”?

  12. Excelete artigo!

    Repassei para várias pessoas.

  13. David,

    Como você já sabe, me amarrei no texto e o repassei para quem pude. Acho que expressa bem uma realidade que, a meu ver, extrapola a área de TI.

    O mercado brasileiro hoje tem grande necessidade de mão-de-obra qualificada, essa é a notícia propagada aos quatro ventos. Mas o que é mão-de-obra qualificada?

    Num mundo veloz como é o nosso hoje, metodologias e tecnologias surgem a todo instante e as empresas buscam profissionais que dominem TUDO. Isso é impossível!
    Se esquecem de efetivamente concentrar no básico, no que vai fazer a diferença: o perfil, o comportamento, os valores do profissional.

    Para mim isso tem muito a ver com a cultura do negócio. Se a empresa tem uma cultura forte e se preocupa em manter essa cultura, implicitamente buscará profissionais que possuam os mesmos valores. E buscará por colaboradores que ao invés de deterem todo o conhecimento do mundo, detenham a capacidade, o interesse e a dedicação em aprender e produzir resultados.

    Quando passam a enxergar que encontrar profissionais motivados e dispostos a vestir a camisa da empresa depende mais delas do que dos próprios profissionais, as empresas ousam mais nas contratações e com certeza acertam mais.

    Pena que poucas já perceberam isso!

    • Concordo 100% com tudo o que disse.
      É impossível/inviável uma pessoa conseguir viver, trabalhar e ainda adquirir tanto novo conhecimento.

      O que importa é o cara saber os princípios, saber aprender. E o principal: Ter vontade de melhorar.

  14. David: Parabéns pelo post. Você conseguiu sintetizar o sentimento de muitos que trabalham com o processo de desenvolvimento de software e, também, gestão de projetos.

  15. David, concordo com o objetivo do deu post, mas acho que tu “esqueceu” de considerar algumas coisas.

    Primeiro: Diploma de curso superior não garante nada.
    Se fosse tão simples, cursar o ensino médio seria o suficiente para te garantir um lugar na Unicamp. Agora vai lá dizer pra eles: “Eu tive a média mais alta da turma no ensino médio”. Vão te dizer: “Que bom, agora faz o vestibular me mostra que tu é bom”. As empresas com boas práticas costumam ter processos de seleção que buscam identificar bons profissionais, porque é bem complicado dizer que o cara é bom só olhando pra cara dele e porque estudou 4+ anos (como a maioria dos outros cursos, inclusive) .

    Segundo: O mercado faz o preços.
    Se tem vaga pagando pouco e eu acho que mereço ganhar mais, porque diabos aceito uma vaga dessas? Tem SIM lugar para os bons profissionais ganharem bons salários, e acho que é nesse ponto que a mídia toca quando diz que faltam profissionais qualificados. A questão é que não é fácil conseguir uma vaga dessa. Pergunta pra alguém que trabalha no Google quantas entrevistas teve que fazer (dentro do mesmo processo de seleção) até conseguir uma vaga. Eu já ouvi falar em gente que teve 30+. Quantos profissionais estão dispostos a encarar isso?

    Terceiro: Reconhecimento.
    A grande maioria dos casos em que vi pessoas começarem em um emprego ganhando bem, foi quando estas pessoas já eram reconhecidas. A empresa já sabia, de alguma forma, o potencial da pessoa. Um bom exemplo são os caras que ficam famosos desenvolvendo software livre. Ele já provaram sua capacidade. Agora, novamente, só olhando pra cara do sujeito, fica complicado sair pagando o que ele acha que deve ganhar, principalmente se ele estiver ganhando muito menos do que isso, o que contrubui para a imagem de que ele pode não ser tudo que ele acha que é.

    Quarto: Boas práticas.
    Sou entusiasta das boas práticas que tu citou, mas acredito que o grande problema que enfrentamos hoje é o fato de implantá-las. Para uma empresa sem grande legado é mais simples, mas e as que tem legado? Para de trabalhar no que dá dinheiro para a empresa para fazer esta adaptação? Só se tiver muito recurso disponível. Na maioria dos casos, como é o da minha empresa, as mudanças vão acontecendo gradualmente. Leva tempo para ficar redondinho. Dizer que XP existe há 15 anos é fácil, mas a quanto tempo tu (interessado nisso) conhece? E o mercado? Tudo tem seu tempo e esse tipo de mudança tem que ser viável. O funcionário quer ganhar bem e quer que a empresa deixe de trabalhar no que lhe dá dinheiro para fazer o que o funcionário acha mais interessante? Te coloca no lugar de um empresário.

    Quinto (e último, ufa!): Abra uma empresa!
    Se tu acha que está ruim deste jeito, porque não abre a tua empresa e faz do teu jeito? Aí tu pode pagar um monte pra todo mundo e fazer tudo do teu jeito! :)
    Só não vem fazer um novo post, daqui a 5 ou 10 anos, quando a modinha virar e a tua empresa tiver funcionários reclamando que agile é muito bagunçado, loucos pra trabalhar com waterfall, porque o mercado passou a dizer que é insano trabalhar com agile. Aí tu vai ter a oportunidade de parar de desenvolver ($$$) teus sistema agile e “migrar” tudo para waterfall. ;)

    Como eu disse, sou estusiasta das boas prática e as utilizei apenas como exemplo para expor o outro lado da moeda, que tu não considerou no teu post.

    • Aproveitando sua ordem para melhor leitura:

      Primeiro: Concordo completamente com você, mas acho que concordamos que os 1200 não pagam o esforço de um profissional que tem aquelas qualificações.

      Segundo: Também concordo completamente, e não aceito/aceitei este tipo de vagas, e estou trabalhando para entrar em empresas reconhecidamente boas. Isto foi mais um desabafo do que muitos querem falar, mas falta uma ‘companhia’ ou alguém que concorde com elas. Eu era uma delas.

      Terceiro: Ai temos que definir o que é ganhar ‘bem’. Se o cara não é ‘famoso’ deveria ganhar pelo menos o ideal.

      Quarto: Esta adaptação vai trazer maiores retornos no futuro? Se sim, a empresa deveria mudar. Já trabalhei em casos que sairia mais barato e mais rápido refazer o sistema do que ficar dando manutenção. Inclusive fizemos isto com um deles e deu certo. XP existe a 15 anos. Se eu que estou em início de carreira e nem tinha entrado no primário quando isto surgiu já conheço, acho que os mais experientes deveriam, no mínimo, ter lido os livros do Beck, e pensado na hipótese de adoção. Algumas práticas são bem ‘baratas’ de se praticar. Nem todo canto dá para fazer uma mudança completa e do dia pra noite. Não falei isso, mas com o tempo e dedicação é possível sim.

      Quinto: Como falei anteriormente, sou relativamente novo no mercado. Abrir empresas está nos meus planos sim, mas ainda pretendo ver de perto como uma empresa de sucesso funciona ao invés de ser só mais uma.

      Uma empresa que não muda está fadada ao fracasso. Se eu tiver uma empresa e infelizmente estiver na mentalidade de que as coisas não mudam, eu vou sofrer e possivelmente quebrar.

      Dado a discussão que este post gerou já estou cozinhando uma segunda parte a este, se eu fosse falar de tudo iria ficar inviável para que as pessoas lessem.

      Obrigado e volte sempre.

  16. Muito bom artigo, descreveu um pouco da minha realidade.
    Sei muito bem quando você diz que mudanças não são fáceis, a resistência é grande, existem profissionais que tornam-se um câncer na empresa e impedem muito disso acontecer.
    Abraços

  17. Parabéns David! Muito bom, e bem fundamentado o texto.

    Obs: Ao idiota cheio de vício de escrita em internet, além de não conseguir interpretar textos: http://www.rivalcir.com.br/mensagens2004/2295.html

  18. Um bom post, porém
    - Cuidado com as generalizações, apesar de saber que foi mais um desabafo, mas cuidado;
    - Uma postura dessa tem que partir de profissionais mais experientes, e disseminar para quem está começando;

    O “É o tchan” já dizia: “Pau que nasce torto nunca se endireita”;
    Pessoas não mudam, principalmente se já conseguiram de alguma experiência, por isso digo que isso deve ser disseminado para iniciantes de carreira.

    • Eu tentei ter mais cuidado com as generalizações, mas devo ter deixado escapar algo. Sugestões^?

      Sobre a postura, se refere a minha idéia de ‘solução’?

  19. Ultimamente tenho lido e visto bastante este problema. Empresas pedem muito, não sabem pedir, e querem pagar um absurdo (de ruim). Tá bom que graduação não garante nada, mas quem é que deve ser valorizado? Dessa forma, ninguém vai querer passar 4 anos sofrendo dentro da universidade, vendo cadeira complicada pra pegar o canudo e receber R$ 1,200. Vai ser melhor ter nenhum esforço e ganhar seus R$ 900 fazendo qualquer trabalho fuleira por aí.

    Já é realidade que a TI é uma peça fundamental para as empresas, tecnológicas ou não. Parece que tem a impressão de que estes profissionais de TI são meros carinhas que mexem com algo no computador.

    Cada um tem que fazer a sua parte: as empresas tem que se conscientizar de quem é o profissional de TI, do que é a profissão, e nós temos que saber dizer não também a empresas ruins, recusar armadilhas e valorizar-nos.

  20. Oi David,

    O post é interessante e vou tentar contribuir com a discussão.

    Depois de 16 anos trabalhando com desenvolvimento, eu comecei a elaborar uma visão sobre este problema, que acredito ser bem complexo.

    O mercado sofre com dois grandes problemas
    - Inexperiência das empresas com desenvolvimento de software
    - Excesso de demanda

    Eu digo inexperiência pq apesar de tanto tempo de área, ela ainda não amadureceu em seus métodos, forma unificada de trabalhar e nem acho que isso vá acontecer. Pense em help desk. A quanto tempo existe o conceito? Ainda hoje é difícil achar um que funciona bem.

    Excesso de demanda é fácil. Tem muitos problemas pra resolver na maioria das empresas. De todo tipo, de todo segmento. É difícil não encontrar um lugar que não queira um sistema novo, ou melhorar algum.

    Um pouco de tudo isso eu acredito que seja a nossa frustração com a área. Sempre pensamos em programação como um trabalho criativo, dinâmico, divertido. Quando começamos a crescer e encontrar o trabalho de frente, percebemos o óbvio. É um trabalho. Se fosse somente diversão, não te pagariam pra fazer isso.

    As empresas poderiam melhorar? Claro. Mas quando você começa a olhar a coisa um pouco mais de cima nas empresas, ter uma visão mais holística dos sistemas e dos problemas existentes por lá, percebe que a qualidade do código torna-se muito pequena quando o cara está perdendo dinheiro por falta de determinados controles, ou simplesmente tem uma empresa falindo e não consegue saber pq não tem de onde extrair essas informações. As empresas tem sim fins lucrativos. Não espere nada diferente disso. Ela sempre toma decisões baseado naquilo que vai trazer o melhor retorno no prazo esperado, e geralmente é curto prazo.

    E TI, infelizmente é uma área de apoio, não é uma área “FIM”. Dá pra contar nos dedos as empresas que sobrevivem vendendo software. A grande maioria vende serviços ou vende outra coisa entregue por software como informação, conteúdo, etc.

    Voltando ao ponto da frustração, aqui é que mora o problema. É como lidamos com ela. Não tenho como dizer que eu tenho uma carreira impecável e nunca tenha saído de empresas por não suportar a pressão. Eu consegui perceber isso e comecei a repensar a minha forma de agir. Foi assim que eu cheguei nessa linha de pensamento.

    Acredito que o profissional de desenvolvimento ainda sofre de diversas deficiências na questão de relacionamento interpessoal. Tem dificuldade para lidar com as emoções e com as pessoas, sempre procurando lidar com elas da mesma forma lógica que lida com as máquinas. Pessoas não são lógicas, são caóticas.

    Quando se coloca numa situação de frustração e percebe que a área que ele trabalha não é o sonho que ele idealizou, começa a querer transformar tudo. É positivo, desde que isso não gere prejuízos maiores para a sua carreira. Quando você está trocando consultorias pequenas por consultorias pequenas ninguém tá nem aí se vc trabalha a 6 meses em cada empresa. O projeto dele não vai durar isso. Mas quando você começa a procurar uma empresa maior, um trabalho fixo com possibilidade de desenvolvimento de uma carreira, com um pensamento mais de longo prazo (aquela que você acredita que não exista), ela vai levar isso bastante em consideração. Este e outros critérios de maturidade profissional que pode ser que nunca tenham sido percebidos existem. Por exemplo a forma de expressar sua opinião, a forma de entrar numa discussão, saber conviver com diferenças.

    Essa questão da “postura” é muito levada a sério em ambientes corporativos (empresas muito grandes). As pessoas não saem levantando a voz em reuniões, não saem xingando e criticando sem nenhum critério. O próprio #mimimi público sobre a área pode pesar no momento de uma seleção. Eu tive oportunidade de participar de processos seletivos em empresas com mentalidade diferente e só posso afirmar que é outra coisa. Eles pesquisam tua vida inteira.

    O que acontece é que a facilidade de trocar de emprego, mesmo sendo empregos pela mesma posição e pela mesma faixa salarial faz com que a frustração acabe gerando movimentos laterais, ou mesmo pra ganhar um pouco a mais. A falta de vínculo facilita muito esse tipo de troca. Os salarios pouco a pouco vão inflando e cada vez mais vê-se pessoas com menos qualificação ganhando mais, tornando a busca por uma oportunidade realmente boa mais difícil. As empresas que tem uma estrutura que prevalece carreira não podem contratar fora da faixa porque não tem como sustentar o movimento de crescimento, e podem ainda gerar problemas com a equipe que já está lá. Isso acaba tornando também o lado dela mais complicado. Só pra ela fazer uma contratação como CLT e estar dentro da lei já torna a vida dela mais complicada.

    Acho que está na hora mesmo é do profissional desenvolver outras características para enfrentar esses problemas. Se ele for realmente muito bom, isso vai ajudá-lo a ser ouvido de uma forma mais estratégica. Se ele tem essa posição ele pode jogar idéias diferentes e ajudar o problema a ser resolvido. Se você não consegue ser ouvido dessa forma, pense no seu comportamento. É possível que com atitudes como a facilidade que temos de criticar o companheiro de profissão (vcs vêem isso acontecendo frequentemente em outras áreas?) esteja afetando a sua credibilidade. Ninguém dá ouvidos a pessoas que não tem credibilidade. Credibilidade e reputação é um negócio que demora anos pra construir e apenas um acesso de raiva pra destruir. Basta uma besteira dita pra acabar com anos de trabalho.

    Enfim, resumindo meu blahblahblah todo: “the dream is over!”. Chegamos lá, trabalhamos com aquilo que gostamos e sonhamos e não é do jeito que esperamos. Isso também não é exclusividade da nossa área.

    Está na hora de buscarmos novos sonhos e encarar esse desafio de frente. Como ajudar as empresas e os profissionais a ganharem com essa situação? Isso só vai ser resolvido a medida que encontrarmos pontos comuns. Como tornar o dia-a-dia melhor e mais rentável. Muita gente dirá: Scrum, XP, Agile, etc. Por que em muitos lugares esses discursos não colam? Voltamos para a credibilidade.

    Hoje ambos estão perdendo. Empresa e profissional. Precisamos de novas correntes de pensamento que ajudem todos a serem melhores.

    Abraço,

    Eric

  21. Eu trabalhei em diversas empresas, das quais, pequenas privadas, médias, grandes (bancos), consultorias, etc. O seu valor só é devidamente reconhecido quando você diz: “Tenho uma proposta melhor.” Isso em empresas pequenas, nas demais esqueça ouvir um: “posso fazer algo?”.
    Agências de publicidade sabem aproveitar o conhecimento dos profissionais, por outro lado, você tem que ser capaz de entregar 3 sites por dia, trabalhando 15 horas, das quais, você não recebe a mais, apenas o seu valor fechado. Ou seja.. quer lugar bom para trabalhar? Eu sugiro empreender, montar o seu negócio e realizar o seu sonho de local ideal de trabalho. Não existe no mercado “normal” empresas dos sonhos, mercado normal digo empresas privadas e públicas, agora o Google, UOL, etc, são empresas que VIVEM de TI, logo elas sabem o que cada profissional agrega ou não.

    • Olha a que proporções o post chegou, Um elogio do Elemar ! Brigadão cara, até a próxima semana vou ver esse novo void e opino lá também :)

  22. A matéria relata a realidade de mercado, mas também é preciso dizer que existem empresas e profissionais para todos os gostos.
    Existem empresas que oferecem 1300.00 para Programador SR Delphi e existem digitadores de código fonte que se acham programadores e cobram 10.00 a hora.
    Como diz minha mãe, sempre tem um chinelo velho para um pé cansado.
    Certa vez em uma entrevista de emprego, o dono da empresa – pequena – me questionou o porque eu estava saindo de onde eu trabalhava, pergunta padrão…
    Ao responder que eu não aceitava que atrasassem meu salário ele fez cara de espanto… Quer dizer… Se entregou o “manezão”!

  23. Não pode Resistir

    Quero deixar os parabéns para David pelo texto redigido.

    E referente ao shingo yabuki gostaria de fazer um comentário sobre o post deste sujeito.
    Você poderia de inicio aprender a escrever pois se você não se preocupa com o que escreve em um post não deve se preocupar com o nível intelectual do seu trabalho.
    Você deveria se valorizar primeiro porque se você acha justo pagar R$1.200,00 para um profissional com experiência é um absurdo nas condições desta vaga em questão é algo como posso dizer lastimável, pois, esta pedindo um profissional do nível de Junior quase Pleno com salário de estagiário.
    Tem muita gente que sai da faculdade sem sequer saber o que estava fazendo lá, agora se a pessoa estuda realmente consegue extrair bastante conhecimento sim independente da instituição de ensino, visto que não basta apenas estudar na universidade é preciso estudar fora dela também sempre e dedicar um tempo da sua vida para seu aprendizado.
    E um adendo se você rapaz do nome estranho se você acha justo este salário você não tem a menor noção das coisas que estão pedindo na vaga não deve nem saber o que um índice, ou melhor, deve estar lendo isso agora e pensando eu sei o que é índice sim é só ir à tabela e criar o índice, ou seja, sem a menor analise da necessidade da criação de tal índice.
    Agora não é que o profissional acha que esta com o rei na barriga não será que você nunca parou para analisar quanto as empresas faturam será que não sabe preço de nada, preço de sistema preço de manutenção preço de alteração. Cara liga na Totvs e pergunta quanto é o ERP deles e depois pergunta quanto é para fazer a instalação e quanto é para fazer o treinamento e ainda se desejar alguma alteração vai ver o preço. Vamos chutar ai um valor aproximado de R$800.000,00, ou seja, quase 1 milhão de reais por um sistema de primeira classe é claro. Agora sistemas de empresas pequenas quase micro empresas custa você acha que quanto R$8.000,00 não senhor custa em media R$40.000,00 fora o custo de implantação, implementação e treinamentos.
    Você deve ser um ‘profissional’ amargurado que não esta satisfeito com a sua profissão ou seu salário, ainda há tempo “Open your Mind”

  24. David, muito bom o post… muito bom mesmo!!!

  25. Sensacional a matéria DAVID… e ainda digo mais… uma das coisas que tiram totalmente o tesão de uma grande parte de nós profissionais de TI são os cursos de CERTIFICAÇÃO que cada vez mais caros e cada vez pedem mais e mais.

    Não basta vc pagar R$30.000 ou mais numa faculdade que seja GRADUAÇÃO vc tem que disputar com pessoas formadas em Tecnólogo e ainda ter o diferencia da certificação e outras linguas ganhando nem R$4.000 ao mês. RESUMINDO. vc não pode viver. Diversão e lazer não existem pq, se sustenta vc e sua casa, 2/3 disso vai embora com contas, o restante é lazer, segurança (investimentos/poupança) e acabou… PIADA

  26. Bom, vou tentar escrever em poucos palavras, pra mim área de TI no Brasil é como
    “Política” tem muito que se fazer para melhorar…

    Alguns exemplos que gostaria de destacar que atingem e muito o bom desenvolvimento de profissionais de TI:

    Consultorias que vendem o que não podem.
    Quantas situações não passei com isso, orçamento de projeto mínimo previsto para desenvolvimento 5000 horas e a consultoria fecha por 2000.

    Gerentes, coordenadores e Lideres da geração “X”.
    Equipe que faz os acordos comercias entre Consultoria-Cliente prometem o que não sabem, vendem o que é impossível fazer em fim…

    Precisa ser melhorada muita coisa…

  27. Gostei do post!
    Sou analista desenvolvedora há uns 11 anos!
    Amo de paixão programar.. desde o levantamento de requisitos, mas principalmente colocar a mão na massa e desenvolver os sistemas.
    Graças a Deus sempre trabalhei em grandes empresas e não posso reclamar do meu salário. Acredito estar adequado no momento. Toda a experiência que fui adquirindo ao longo destes anos geraram a credibilidade para chegar onde estou hoje!
    Mas, hoje, o que está me chateando é a forma como temos que trabalhar:
    - Jornadas de trabalho de 12 horas – porque fecharam um cronograma com o cliente de 12h/dia/recurso de seg a sáb; – claro que não fomos consultados de nossa disponibilidade
    - O cliente altera o escopo do projeto mas isso não deve refletir no cronograma;
    - Gerentes que não desempenham seu papel e acreditam que nós desenvolvedores vamos fazer UM MILAGRE ou MAGIA para entregar no prazo que eles imaginam que dá! E,claro, quando você não consegue fazer o MILAGRE tão esperado… e o projeto fracassou… a culpa é de quem?
    Isso me deixa muito frustrada e infeliz… porque várias vezes eu penso: “eu só gostaria de desenvolver minhas atividades com um tempo suficiente para que elas ficassem com qualidade”… e isso tem se tornado uma utopia!

  28. área de TI é a maior piada ja contada…

    pensam que se aprende a programar em 10 minutos….

    o cara passa 4 anos estudando faculdade, depois faz um curso de especialização, estuda 4 anos pra ter ingles fluente, ai trabalha como 1 ano de estagio, 2 anos de junior, 3 anos de pleno, ai ganha 4 mil por mês

    PQP….isso acima se o cara tiver sorte, e pra trocar de emprego é pedir as contas, pra ganhar aumento só com proposta de outra empresa….TI é LIXÃO, ÁREA DE MERDA….

    só mais um detalhe, as vagas que “SOBRAMMM” são as de gente que sabe formatar computador e aceita ganhar 800 por mês isso sim sobra!!!

  29. Alguém que ganhe mais que 5 mil com suporte? Ok, me apresento, tiro em média 15 mil.

    Segredo? 15 anos na área e conhecimento de ferramentas essenciais que não se encontra profissional em qualquer esquina.

    Se você seguir a maré o máximo que vai conseguir é chegar onde todo mundo está.

  30. Estou pensando seriamente em fazer outro curso para cair fora, do jeito que ta logo logo ganharemos o mesmo que mecanico de fundo de quintal!! com porem de emitir NF!

  31. Muito bom o artigo. Realmente é essa a realidade do mercado. Atualmente estou desempregada e já perdi várias oportunidades pela questão salarial. Não importa se você é bom, chega alguém dizendo que sabe as mesmas coisas que você e com salário menor já consegue a vaga. Muitas vezes o Junior se diz pleno e a falta de testes técnicos no processo seletivo ajuda a mascarar o candidato.
    Os salários estão diminuindos e as empresas querendo que façamos milagres. Acho que se foi o tempo que um desenvolvedor Java Pleno ganhava 5, 6 mil. De qualquer forma acho que isso é recente e tem de a piorar.

  32. David, já tem cerca de 2 anos esse seu artigo e parece que estava vendo minha última experiência profissional em flashbacks. Cara realmente passei pelo que o seu post está descrevendo claramente independente das críticas que os colegas fizeram a realidade ainda continua a mesma. Foi muito bom sua crítica ao Mercado de Trabalho, interessante que no Brasil querem uma Liga da Justiça e Vingadores dentro das empresas enquanto no exterior querem apenas Especialistas em áreas específicas.

  33. Putz, faz 2 anos já que não ando com esse blog? :(

    Obg pelos comentários.


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